Reconstruindo história:da poluição da  Baía de Guanabara a pesca artesanal no Gradim

Imagem retirada do site Sonia Rabello

Nosso ponto de partida começa na Baía de Guanabara, que possui 412 km  de extensão e cerca de 17 m de profundidade, por cima de suas águas é possível observar  a presença de plataformas petrolíferas, barcos, barcas e navios enquanto a correnteza forma ondulações e ondas a ventania soprava fria  no píer na colônia de pescadores localizada no Gradim, reconstruído em 2013, quase uma década depois o lugar ficou com as marcas do abandono da infraestrutura que se  faz presente ali, onde estima se ser o principal desembarque de pescado da Baía de Guanabara. As margens da li não é difícil perceber uma lama escura que adentra o mar, quem olha de cima não imagina quantas espécies ainda existe, mas a água turva esconde a vida marinha que resiste a poluição e toneladas de lixos e litros de esgoto e toxinas jogados de forma ilegal sobre suas águas que um dia já foram límpidas. 

 Cartão postal do estado do Rio de Janeiro, com  paisagens marcantes, mas não esconde seus mais profundos problemas ambientais, depois de várias chances e investimentos de limpeza da baía, com o lixo se mistura o esquecimento político e também da grande maioria da sociedade que não busca por respostas. Ainda dá para limpar a Baía de Guanabara? ou será para sempre uma grande utopia de uma conta cara debitada no meio ambiente.

Há anos que o pescado vem diminuindo gradativamente, mas  de forma acelerada nos últimos tempos  o que vem preocupando os pescadores da região que sobrevivem da prática da pesca artesanal.  Allan da Silva, 29 anos, pescador do Gradim, há 17 anos, conta como as coisas mudaram de uns tempos para cá. 

“ Meu bisavô era alagoano veio para o Rio de Janeiro e nunca mais voltou para sua terra natal, sustentava nossa família da pesca e isso passou por gerações, mas hoje somente eu sigo na profissão, pois o mar me atraiu. Os antigos falam que aqui não existia lama e os peixes eram mais abundantes ”  

Disse.
Allan, enquanto conversava com a equipe de comunicação, observava a Baía de Guanabara.

O projeto Pesca Solidária, vem trabalhando a alguns meses com a formação e fortalecimento institucional. Com vários módulos de oficinas sobre cooperativismo, associativismo, gestão, direitos humanos e cidadania, compras públicas e controle social o que vem colaborando com a consciência ambiental desses coletivos entendendo que os ecossistemas dependem dessa união.  

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